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17 março 2009

O GRANDE VILÂO "O CELULAR".

Celular na sala de aula: você ainda vai usar um?

Por Marina Dias - Revista Veja

Durante uma daquelas cansativas aulas sobre química orgânica, o celular dispara um alerta sonoro muito conhecido entre os jovens. Chegou mensagem de texto. O professor olha aborrecido para o dono do aparelho e pede que ele o desligue imediatamente. O estudante ainda tenta ler as letras que aparecem na pequena tela, mas é novamente censurado pelo professor: não há nada que incomode mais o mestre do que celular em sala de aula.
Essa pode ser uma cena muito comum na maior parte das escolas e universidades brasileiras, onde o uso do aparelho celular é proibido durante as aulas. Mas a imagem vai mudar. A exemplo do que estudantes americanos e britânicos já fazem, os brasileiros vão manter seus telefones ligados para participar de aulas interativas, em que caderno e caneta cederão lugar a um ambiente virtual totalmente conectado ao dispositivo que os alunos terão em mãos. A mudança é certa; o prazo, porém, indefinido. Clique aqui para conhecer as experiências brasileiras.
'Química celular' - M-learning, ou mobile-learning, é o termo em inglês que define as modalidades que utilizam os dispositivos móveis, como o celular, aplicados na educação. Nos Estados Unidos, por exemplo, desde o ano de 2000, alunos de diversas escolas das cidades de Austin, Chicago e Boston têm aulas de biologia, matemática, química, ciências e estatística com seus celulares em punho. São as chamadas "simulações participativas" , em que os estudantes recebem um conteúdo do professor via celular e passam a interagir com ele, enviando em seguida suas intervenções aos colegas. Clique aqui para ver infográfico sobre um aula de biologia via telefone móvel, com "simulação participativa" .
"O m-learning pode ser uma boa solução no campo do conhecimento, pois permite que as crianças aprendam sobre qualquer coisa, a qualquer hora e em qualquer lugar", explica Paulo Blikstein, engenheiro paulista especializado em tecnologia aplicada à educação, que trabalha na Universidade de Stanford, na Califórnia. "A proliferação cada vez maior desses sistemas é o que podemos esperar para o futuro", completa.
Aula na rua - Aprender a qualquer hora e em qualquer lugar. Essa é outra aposta dos entusiastas do m-learning, que querem levar a experiência para fora da escola. É o que já acontece na Grã-Bretanha: durante visitas a museus e galerias, mais de 30.000 estudantes recebem em seus telefones móveis informações em texto, áudio e vídeo sobre as peças expostas nos locais e, em seguida, escolhem as informações que mais lhes interessam e as trocam com os colegas. Clique aqui para assistir ao vídeo sobre a visita de uma turma ao Museu do Dia 'D', um santuário sobre a participação britânica na II Guerra Mundial.
A ferramenta é chamada OOKL e foi desenvolvida por uma parceria entre a empresa de tecnologia SEA e a Universidade de Nottingham. "É como se o estudante carregasse uma enciclopédia digital em seu bolso, com câmera, gravador e caneta, tudo em um mesmo dispositivo" , afirma Dan Phillips, co-diretor da empresa idealizadora do projeto. Clique aqui para ler entrevista com o especialista.

Um comentário:

Thailla Paixãi disse...

Com certeza Cel atrapalha a aula.